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23/11/08

















ÁLBUM DE FAMÍLIA. Mercury Rev - "Deserter's Songs" (1998)
Com Tiago Castro. Quarta 14.00 / Domingo 12.00

19 comentários:

Anónimo disse...

Mais um Clássico.
Na semana em que nos visitam e logo na aula magna.
Conheci-os com "Car Wash Hair (The Bee's Chasing Me)":
drillin' a hole with my soul
in the sand...
GRANDE RADAR!
Cheers

Anónimo disse...

o disco até é bom, mas é o raio do timming. semana passada sai o famigerado album dos gubs e o álbum de familia é guns. agora os merc rev toca,pimbas!, albúm de família. se assim for, a janis joplin nunca terá a honra de rodar na radar às 4ªs feiras. é um exemplo.

strange quark disse...

Já há um tempo que não comento por aqui, mas não queria deixar de lamentar (pessoalmente, note-se) esta espécie de vulgarização em que se arrisca tornar o álbum de família, onde a escolha é ditada por mero oportunismo de alguma coisa, um concerto (como o caso), uma reunião tardia, um álbum novo ao virar da esquina. Não estou interessado em discutir os critérios jornalísticos que presidem a tal opção, apenas deixo aqui a opinião de alguém que ainda vos vai ouvindo mas acha que podem estar a resvalar perigosamente para terrenos movediços. Até sou da opinião de que este disco é um dos mais originais publicados na década passada, mas como referi, é inevitável não fazer a associação à passagem dos Mercury Rev esta semana em concerto, o que pode (a meu ver de forma contraproducente) menorizar a escolha propriamente dita. Creio que o álbum de família criou um capital de respeito pela maioria dos ouvintes, mas parece-me arriscar-se a desbaratá-lo com as oportunidades das escolhas, que por muito oportunas que pareçam duvido que o sejam na realidade. Dá a ideia de uma total ausência de programação, de um programa que faz “navegação à vista” sem se perceber onde realmente quer chegar. É que obras fundamentais para a história da música popular (porque essa do rock, já percebemos que foi um erro de casting inicial) não faltam e não precisam de uma reunião dos membros caquécticos das bandas, da edição de um best of, ou de um concerto numa sala perto de si, para serem devidamente recuperados.

Uma boa escolha, em todo o caso.

Com a estima deste vosso ouvinte.

radar disse...

Anónimo + Strange Quark,

Qual é o problema em aproveitar a actualidade para realçar um disco de que gostamos, sempre passámos, e desde o início da existência do programa queríamos muito que fosse Álbum De Família?

Não estamos presos à actualidade para a escolha do disco a realçar em determinada semana (Richard Hell & The Voidoids, This Mortal Coil, Kate Bush, The National, Chet Baker, etc são apenas alguns exemplos nesta 3ª série de discos não inseridos na actualidade) MAS sempre que se justifica, devemos aproveitar o mundo que nos rodeia para melhor contextualizar uma obra.

Não podemos ignorar a actualidade.

As publicações, rádios, sítios duradouros e de referência inserem 80% dos seus conteúdos motivados pela actualidade: uma re-edição, um álbum novo, um concerto, uma "reunião de membros caquécticos".
Não fazê-lo, isso sim, é "ausência de programação".

Obrigado por gostarem dos Mercury Rev, obrigado por não gostarem dos Guns N' Roses e vice versa.

Anónimo disse...

Já agora e recorrendo ao comentário anterior "...um disco de que gostamos, sempre passámos, e desde o início da existência do programa queríamos muito que fosse Álbum De Família?", isto também é aplicável ao disco da semana passada?

Já se questionaram se, três temporadas decorridas, ainda faz sentido haver Album de Familia? Haverá ainda tantos titulos publicaveis que justifiquem uma rubrica semanal?

Eu bem sei que, usando um exemplo paralelo (TV), os Sopranos duraram seis temporadas, e de uma maneira geral em crescendo. Poderemos dizer o mesmo aqui? Tenho sérias dúvidas, contudo como alguem já referiu aqui resta-nos sempre a possibilidade de mudar de frequencia...ou passar para CD, etc.

PS: alguem me questionou aqui (ainda sobre a escolha da semana passada) sobre a minha provecta idade; não sou muito velho de facto, embora isto seja relativo como tudo na vida, possa adiantar sem entrarmos em matematicas que comecei a ouvir musica ("à séria...:-)")com o antónio sérgio quando ele tinha um programa às 4 da tarde na comercial, depois da discoteca do adelino gonçalves e antes do rock em stock do luis f barros...já lá vão uns anitos!

radar disse...

Zé Náuseas,

a) ""...um disco de que gostamos, sempre passámos, e desde o início da existência do programa queríamos muito que fosse Álbum De Família?", isto também é aplicável ao disco da semana passada?"

Não, no caso de "Appetite For Destruction" dos Guns N' Roses trata-se de um disco que alguns de nós gostamos e outros não, um disco que não é costume passarmos mas que, ainda assim, desde o início do programa queríamos muito que fosse Álbum De Família, porque merece sê-lo indiscutivelmente.

Nessa categoria também pode colocar o Chet Baker, por exemplo.

b) "Já se questionaram se, três temporadas decorridas, ainda faz sentido haver Album de Familia? Haverá ainda tantos titulos publicaveis que justifiquem uma rubrica semanal?"

Claro que já nos questionámos.
Não estaríamos a fazer o nosso trabalho se não nos questionássemos diariamente.

É óbvio que um "Pet Sounds", um "Sgt Pepper's" ou "London Calling" e outros colossos de aclamação semelhante já tiveram passagem pelo programa e não vamos passá-los de novo.

Ainda assim, SIM, são muitos os títulos a justificar a frequência semanal do programa. Aliás, a lista de espera de futuros Álbuns de Família ultrapassa em muito os litros de sangue derramados e os palavrões proferidos pelos estimados colegas de trabalho de Tony ao longo de todas as temporadas dos Sopranos.

am1lo disse...

Antes de acabarem com o programa não se esqueçam de Throwing Muses, de Toenut, de Blonde Redhead, de Sugarcubes, de Yo La Tengo, de Salad, de Pavement, eu sei lá são tantos... :)

Anónimo disse...

"Gosto não se discutem"

É o ponto de partida e de chegada desta discussão.

Pessoalmente, não consumo nem aplaudo todos os "Álbum de Familiar". Mas como consumidor acérrimo de música, tenho o dever de perceber (e saber) que, quando um álbum não é um dos álbuns da minha vida, muito possivelmente o será para muita gente, e portanto aceita-lo.

Um exemplo, o álbum de Grace Jones, não o conheço minimamente. Mas parto do principio que se está nomeado, então existe uma comunidade que o consume e aprecia.

Quantos aos timings das nomeações, não acho que devam existir ou não, felizmente, esta não é uma Rádio formatada, qual é o problema em adaptar a agenda à agenda cultural?

Abraço.

Anónimo disse...

concordo com o MC. o Álbum é um programa único de esclarecimento. Asociado ou não a concertos e edições, tráz a nós, os ouvintes, as histórias por detrás da história de álbuns conhecidos, outros nem por isso, mas permite um insight e uma visão do mundo da criação musical que não sei se haverá outro programa a fazer.
Por isso, mesmo que os Mercury Rev venham cá esta semana, vou ouvir com prazer, porque o considero uma mais valia. Aprender com quem sabe. Quem não quer ouvir, muda a frequência. E tenho dito.

asperezas disse...

Y E S S S S

pedro henriques disse...

Uma boa e interessante escolha !
Seria interessante se passassem alguns dos cincos temas gravados ao vivo, nomeadamente as versões de "Holes", "Endlessly", a versão de "Isolation" original de John Lennon e a versão de "Philadelphia" original de Neil Young, incluindos na versão australiana de "Deserter's Songs".
Pedro Henriques

Anónimo disse...

não acho descabido aproveitarem a embalagem das marcações de concertos para promoverem alguns albúns. O que me intriga é que numa rádio que diz que é a alternativa, haja espaço para o Rui Reininho a cantar covers das Doce (2 x mau), ou versões quase fotocopiadas de maus originais (como aquela dos ace of base - as coisas que uma pessoa sabe...), ou mesmo para passar um disco inteiro de guns. Não me parece razoável que uma alternativa perca tempo a passar pop ou hard-rock mainstream que terão o seu espaço próprio noutras rádios. Mas enfim, cada um sabe de si, e eu por mim quando me aborreço desligo...

Anónimo disse...

Quer dizer você acham mal e tal. Reclamam, querem fazer-se ouvir! Ok eu entendo. Epá desliguem parem de reclamar. Até se dão ao trabalho de entrar no blog pra falar mal. Quem não gosta come só as batatas!

muguele disse...

Helloooo-ooo!!!

Para que é que a Radar criou este blogue?

(respondam todos)

- "Para darmos a nossa o-pi-ni-ão"!


...


E nós damos!

Pode ser, Princesa Patty?


...


Obrigaaaaadchhhhh!

Anónimo disse...

Caro Patty.
Estás com problemas porque estamos a dizer mal. Para ti só se deve dizer bem. OK.
Isto é um oportunismo da radar e qual é o problema?
Um beijinho
Caty

Anónimo disse...

Pronto pronto não sejam assim!! Falem praí!

Mas gostei do princesa! Hihihi

Anónimo disse...

Já dizia o Herman que as opiniões eram como as ...: cada um tinha a sua, e quem queria "dar-la"... ...

Mas 6 meses sem democracia neste blog também não lhe fazia nada mal... (risos)

Querem acabar com o álbum de família, éé??! E já agora, que tal constituirem uma milícia armada e fecharem a rádio? Ou pôr a equipa toda da Radar num curso de formação, financiado pela união europeia, a aprender o que é música?

E passamos todos a ouvir rádios em que os locutores acham que rir demoradamente e conversar sobre o seu Sábado à tarde, minutos antes dos Sex Pistols entrarem em palco, é fazer rádio?

E agora pendurem-me numa árvore. Queimem-me numa fogueira. Chamem-me nomes muito feios.

Ou isso. Ou elevem este blog.

Tenho as minhas queixas com a Radar.
A repetição a repetição a repetição a repetição.

Ou o "não vamos dizer que há um Alive ali ao lado, pode ser que eles não reparem."

Mas não se metam com o meu álbum de família! (risos)
(E se não for pedir muito: nem com a programação Radar das 22:00 à 01:00.)

(Ah: e não me chamem nada que me tire o sono, está bem?)

"May the music be with you". (Muito Star Wars. É o que dá.)

Luis Baptista disse...

Certamente melhor que o anterior, esse mesmo mau, mas quanto à oportunidade dos discos, não sei, prefiro não comentar...

Anónimo disse...

e foram ver o concerto... foram?
quem foi sabe do que falo!
foi lindo lindo lindo, eu que nem dava muito pelos rapazes. um dos concertos do ano, obrigada RADAR pela dica. fantastique!